Após 9 anos consecutivos ligado ao UDC FORTE, como jogador e treinador, e uma época muito exigente e desgastante, decidi efectuar um interregno na minha ligação ao clube na parte desportiva, pois as cotas de sócio vão continuar em dia.
Foram 9 anos muito importantes e enriquecedores, onde aprendi e cresci muito, tanto a nível desportivo como pessoal. O que aprendi em termos desportivos e nas ligações e amizades ao longo destes anos foi muito importante.
A decisão de deixar o cargo de treinador dos juvenis, lugar ocupado à 5 anos quer como adjunto quer como principal, deveu-se a alguma saturação e desgaste provocados por uma época desportiva muito desgastante a todos os níveis, que resultou em muitas horas de sono perdidas, muitos sapos engolidos com atitudes e comentários, no meu entender injustos e ingratos, de supostos adeptos que outra coisa não fizeram do que criticar tudo e mais alguma coisa que se fizesse. Quando estes comentários são feitos por pais de jogadores, a tarefa de centrar a atenção dos mesmos no trabalho e objectivos comuns torna-se muito difícil. A situação para mim é mais grave quando os comentários são feitos durante os jogos em frente da minha família. Ora, estando eu a retirar horas à minha família para passar as mesmas com os jogadores, a situação não é fácil de gerir a nível familiar.
Em relação ao relacionamento com os jogadores, a situação também não foi fácil, pois a diferença de mentalidades foi muito grande durante toda a época, os atritos muitos e mais se agravariam na próxima temporada se fosse reconduzido na função, pelo que entendo que é melhor para a motivação de alguns dos jogadores, que em principio vão continuar no escalão, que eu saia.
Queria agradecer em especial ao Orlando Inácio pela oportunidade que me deu à 6 anos atrás, com o convite para o ajudar na orientação do escalão de iniciados, na altura na 3ª divisão. Foram 3 anos em conjunto sempre a subir de escalão em iniciados e juvenis, que resultaram com a subida dos juvenis à 1ª divisão. Então, com o arranque do escalão de juniores, foi me dada a oportunidade de orientar sozinho o escalão de juvenis.
Nestes últimos 3 anos, os objectivos definidos por mim foram sempre o crescimento dos jogadores como praticantes de futsal e se possível, como homens, e a manutenção na 1ª divisão. Este último sempre foi cumprido, com maior ou menor dificuldade, pois estava ligado directamente ao cumprimento do 1º. Na minha opinião, desde o início até ao final de cada época, o crescimento como jogadores foi visível, nem que sejam naquelas pequenas coisas que não são muito visíveis mas muito importante na prática do jogo.
Outro especial agradecimento aos jogadores que orientei nestes 6 anos, pois se os objectivos foram cumpridos, a eles se deve fundamentalmente e ao trabalho, sacrifício, prazer e paciência demonstrados durante as épocas. Sinto que contribui para o seu crescimento mas eles também contribuíram muito para o meu. Muito obrigado.
Esta minha decisão foi tomada após o jogo com o Sporting em casa. Na altura dos jogo da 1ª volta com os Maristas (jogo que perdemos em campo mas podíamos ter vencido por falta de comparência do adversário), quando decidi aceitar o pedido de adiamento do jogo na véspera da data marcada, expliquei aos jogadores a minha decisão e o porquê dela, tendo-os informado que colocaria o meu lugar à disposição da direcção no final da época se descêssemos de divisão e que sairia por mim se essa despromoção fosse consequência da minha decisão e da derrota sofrida. Mesmo com a manutenção por garantir após o jogo com o Sporting e tendo acontecido situações que não me agradaram após o jogo, decidi que, logo que a manutenção estivesse garantida, comunicar à direcção a minha decisão de sair, de modo a permitir que a nomeação de outro responsável para a próxima época fosse encontrado o mais cedo possível e para que as captações e planeamento fossem feito por quem de direito. Como a manutenção foi garantida na passada jornada, por isso a minha comunicação à direcção e aos jogadores na passada 2ª feira.
Não me foi feita nenhuma proposta para outro clube até ao momento, não existe nenhum contrato milionário em perspectiva, pelo que as razões para esta minha saída são as que descrevi anteriormente. Uma certa saturação e muito desgaste são as razões principais.
Um muito obrigado ao UDC FORTE e a todas as pessoas que trabalharam comigo durante estes anos, pois estou muito agradecido. Espero que a porta esteja sempre aberta.
Ao Pedro Charrua e ao Abel Correia não preciso de agradecer publicamente, pois o contacto diário é permanente e eles sabem o quão importante foram e são.
Até ao final da época estão garantidas a mesma atitude e exigência apresentadas até agora, pelo que não há folgas e ainda temos pontos a amealhar.
Até sempre.
Luís Pinho
Plantel 2011/2012
(Legenda: Jogador - Conv/Jogos/Golos)
| Juniores | ||
| Guarda-Redes | ||
| 1 David Martins - 9 Convocatórias/ 1(3) Jogo/ 14 GS | ||
| 15 Ricardo Taborda - 19 Convocatórias/ 16(2) Jogos/ 51 GS | ||
| Jogadores de campo 3 Pedro Caldeira - 3 Convocatórias/ 0(2) Jogos | ||
| 4 Bernardo Fernandes - 17 Convocatórias/ 10(6) Jogos/ 3 Golos | ||
| 6 Ricardo Sequeira - 18 Convocatórias/ 17(1) Jogos/ 9 Golos | ||
| 7 André Paulo - 3 Convocatórias/ 0(3) Jogos/ 4 Golos | ||
| 8 Ricardo Antunes - 18 Convocatórias/ 9(9) Jogos/ 6 Golos | ||
| 9 Filipe Gentil - 5 Convocatórias/ 4(1) Jogos/ 1Golo 10 António Ribeiro (Capitão) - 17 Convocatórias/ 11(6) Jogos/ 7 Golos | ||
| 11- Kally Quaresma - 1 Convocatória/ (0)1 Jogo | ||
| 17 Bruno Gomes - 19 Convocatórias/ 9(8) Jogos/ 8 Golos | ||
| 20 Hugo Cruz - 14 Convocatórias/ 6(7) Jogos/ 2 Golos 31 Paulo Pascoal - 13 Convocatórias/ 6(7) Jogos/ 6 Golos 77 Rodolfo Pereira - 11 Convocatórias/ 1(8) Jogos/ 1 Golo | ||
| Equipa técnica | ||
| Hélder Jesus - Treinador | ||
| Ricardo Loureiro - Treinador Adjunto | ||
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
24ª Jornada, UDC FORTE 3 - 3 Sassoeiros
Tanto desperdício resulta em empate injusto.
Num jogo em que a vitória nos garantia praticamente a manutenção, se nada de anormal se passasse no jogo Belenenses - Alto da Eira, tivemos mais a repetição do que se passou em muitos jogos neste campeonato, o desperdício de tantas oportunidades de golo, que, a concretizar apenas metade delas, teríamos ganho por margem muito confortável.
Defrontávamos a equipa que nos havia vencido por 8-0 na 1ª volta, numa exibição vergonhosa da nossa parte, que me deixou envergonhado na altura. Sabíamos que tínhamos uma imagem a limpar, que aliada a necessidade de pontos, nos dava a motivação suficiente para o jogo.
Contra uma equipa do Sassoeiros já com a sua classificação definida e a jogar sem pressão, começamos o jogo de maneira mais cautelosa, sem arriscar uma pressão alta. O jogo começou morno, com ambas as equipas a estudarem-se mutuamente. Com o decorrer do tempo e com as alterações efectuadas, começámos a acentuar o domínio no jogo e a criar oportunidades sucessivas de golo, falhadas ora por inépcia própria ora pela grande exibição do gr contrário.
O adversário só em contra-ataques criava perigo, aproveitando alguma lentidão nossa na transição defensiva em perdas no ataque.
Com o domínio do jogo, boa circulação de boa e alternância entre o jogar pelas alas e pelo meio, com oportunidades sucessivas falhadas e com o adversário a defender em cima da área, cometemos uma falta perto da área em zona frontal, já perto do intervalo. Devido a deficiente posicionamento global da equipa, sofremos um golo de remate directo.
Continuamos a carregar mas não conseguimos marcar. Chega o intervalo com o resultado em 0-1, mais que injusto pois poderíamos estar a vencer por 4 ou 5.
Ao intervalo apenas podia apontar aos jogadores as falhas na finalização, pois de resto estávamos a fazer uma das melhores exibições da época.
No recomeço da 2ª parte, via-se que a estratégia do Sassoeiros era defender em cima da área e colocar bolas directas nas nossas costas para o seu jogador mais adiantado. Foi assim toda a 2ª parte. Numa dessas bolas, 2 jogadores nossos não conseguem o corte, jogador isolado frente ao Rui e golo. 0-2. Mais um murro mas não fomos ao chão.
Pegámos no jogo, continuámos com o mesmo domínio, boa circulação de bola e ataques variáveis, as oportunidades a sucederem-se e a serem desperdiçadas. Numa reposição de bola rápida mas precipitada, bola interceptada por um adversário, equipa apanhada em contra-pé e 0-3. Outro valente murro mas também não fomos ao chão ainda. Desconto de tempo para acalmar e dizer apenas que tínhamos de continuar a jogar da mesma forma e que apenas faltava marcar golos, pois tudo o resto estava a ser feito correctamente. Faltavam 15min para o final do jogo. Estávamos com 4 faltas.
Continuamos a criar oportunidades e a falhar até que, a 10 min do final do jogo, conseguimos marcar finalmente, com uma concretização pelo Hugo ao 2º poste depois de mais uma boa jogada colectiva. Aí a equipa acreditou que ainda era possível virar o jogo, tal como os nossos adeptos, que foram incansáveis no apoio. No entanto, cometemos 2 faltas evitáveis no meio campo adversário e 6 falta. Se sofrêssemos o 1-4, o jogo acabava. Mas o Rui foi enorme na baliza e defende.
Poucos minutos depois fazemos o 2-3 de modo similar ao 1º, com o Van Damme finalmente a conseguir marcar. O ruído no pavilhão aumentava e empurrava a equipa para a frente. A 4min do final fazemos o empate pelo Gabriel, com a ajuda de uma adversário que desvia para a baliza. Era a loucura no pavilhão. O público gritava “Só mais um, só mais um”, acreditando que era possível.
No entanto, o desgaste físico e emocional era muito grande. Na busca no resultado, optei por efectuar a rotação de 5/6 jogadores de campo. O adversário mais fresco, pois passou toda a 2ª parte em cima da área, subiu em busca da vitória mas aí os jogadores foram enormes mais uma vez, com o Rui a fechar a baliza e os restantes a controlar a bola e aliviar para onde fosse preciso.
Final do jogo, onde conquistámos um ponto que viria a mostrar-se precioso, jogo em que não deveríamos ter sofrido tanto e onde poderíamos ter vencido confortavelmente.
No entanto, depois de tudo o que passámos durante os 60min, estava feliz e orgulhoso pelos que os jogadores conseguiram alcançar. Foi a prova a um dos elogios que já muitos nos fizeram, que somos uma equipa que nunca desiste de lutar.
Queria agradecer ao grande público que esteve no pavilhão, pelo apoio incansável que deu aos jogadores, empurrando-os para cima quando podiam ter caído por terra. Tanto que um jogador adversário admirado me perguntou se era sempre assim e nos deu os parabéns. Um muito obrigado.
Infelizmente, continuam a acontecer atitudes que me deixam muito triste e revoltado. Ver jogadores amuados no final do jogo porque não jogam o tempo que entendem que devem jogar, em vez de estarem contentes pelo esforço, sacrifício e trabalho que eles próprios e os colegas tinham feito, deixa-me desgostoso pois são atitudes que não compreendo e não aceito. Tamanho egoísmo não posso aceitar. É sempre o eu primeiro do que o nós.
PS.
Com a derrota do Alto da Eira frente ao Belenenses, os 27 pontos amealhados até agora garantem a manutenção, o objectivo definido para a época. Portanto, na próxima época a equipa de juvenis do UDC FORTE vai estar pela 4ª vez consecutiva na 1ª Divisão. Missão cumprida.
Agora em nome pessoal.
Queria agradecer a todos os jogadores que fazem e fizeram parte do plantel pelo contributo que cada um deu para o concretizar do objectivo, por mais pequeno que seja, pois todos foram fundamentais. Este feito é deles.
Queria agradecer aos verdadeiros adeptos que sempre nos apoiaram nas vitórias mas principalmente nas derrotas, pois é quando estamos em baixo que mais precisamos do seu apoio. A esses o meu sincero e sentido obrigado.
Queria também agradecer aos supostos adeptos, com permanência assídua aos jogos e treinos, que me brindaram, durante a época, a mim e à minha família na bancada com frases como “este gajo destrói uma equipa”, “assim vão descer de divisão”, “não se vê treinarem uma jogada” e incentivos similares. O que fizemos neste jogo, por exemplo, foi apenas fruto do acaso.
A eles dedico-lhes a permanência, pois foi o apoio destes supostos adeptos que, no jogo com o ACC onde fomos miseravelmente prejudicados pelo senhor do apito não aplaudiram os jogadores, me deram ainda mais força para trabalhar até ao final da época.
Assim, para o ano, quando sentarem o rabinho na bancada para assistirem a jogos da 1ª divisão de juvenis e continuarem a prestar o excelente serviço que prestaram este ano, vão devê-lo em parte a mim.
Volto a propor, tal como fiz após o jogo com o ACC, que como percebem tanto de futsal, saiam da bancada e passem para o outro lado do pavilhão, prejudicando tempo com as suas famílias, suportando custos com transportes de jogadores e dando horas aos filhos de outros em detrimento dos próprios filhos. Aí vão saber o que custa estar do outro lado do pavilhão. O lugar continua disponível.
Luís Pinho
Num jogo em que a vitória nos garantia praticamente a manutenção, se nada de anormal se passasse no jogo Belenenses - Alto da Eira, tivemos mais a repetição do que se passou em muitos jogos neste campeonato, o desperdício de tantas oportunidades de golo, que, a concretizar apenas metade delas, teríamos ganho por margem muito confortável.
Defrontávamos a equipa que nos havia vencido por 8-0 na 1ª volta, numa exibição vergonhosa da nossa parte, que me deixou envergonhado na altura. Sabíamos que tínhamos uma imagem a limpar, que aliada a necessidade de pontos, nos dava a motivação suficiente para o jogo.
Contra uma equipa do Sassoeiros já com a sua classificação definida e a jogar sem pressão, começamos o jogo de maneira mais cautelosa, sem arriscar uma pressão alta. O jogo começou morno, com ambas as equipas a estudarem-se mutuamente. Com o decorrer do tempo e com as alterações efectuadas, começámos a acentuar o domínio no jogo e a criar oportunidades sucessivas de golo, falhadas ora por inépcia própria ora pela grande exibição do gr contrário.
O adversário só em contra-ataques criava perigo, aproveitando alguma lentidão nossa na transição defensiva em perdas no ataque.
Com o domínio do jogo, boa circulação de boa e alternância entre o jogar pelas alas e pelo meio, com oportunidades sucessivas falhadas e com o adversário a defender em cima da área, cometemos uma falta perto da área em zona frontal, já perto do intervalo. Devido a deficiente posicionamento global da equipa, sofremos um golo de remate directo.
Continuamos a carregar mas não conseguimos marcar. Chega o intervalo com o resultado em 0-1, mais que injusto pois poderíamos estar a vencer por 4 ou 5.
Ao intervalo apenas podia apontar aos jogadores as falhas na finalização, pois de resto estávamos a fazer uma das melhores exibições da época.
No recomeço da 2ª parte, via-se que a estratégia do Sassoeiros era defender em cima da área e colocar bolas directas nas nossas costas para o seu jogador mais adiantado. Foi assim toda a 2ª parte. Numa dessas bolas, 2 jogadores nossos não conseguem o corte, jogador isolado frente ao Rui e golo. 0-2. Mais um murro mas não fomos ao chão.
Pegámos no jogo, continuámos com o mesmo domínio, boa circulação de bola e ataques variáveis, as oportunidades a sucederem-se e a serem desperdiçadas. Numa reposição de bola rápida mas precipitada, bola interceptada por um adversário, equipa apanhada em contra-pé e 0-3. Outro valente murro mas também não fomos ao chão ainda. Desconto de tempo para acalmar e dizer apenas que tínhamos de continuar a jogar da mesma forma e que apenas faltava marcar golos, pois tudo o resto estava a ser feito correctamente. Faltavam 15min para o final do jogo. Estávamos com 4 faltas.
Continuamos a criar oportunidades e a falhar até que, a 10 min do final do jogo, conseguimos marcar finalmente, com uma concretização pelo Hugo ao 2º poste depois de mais uma boa jogada colectiva. Aí a equipa acreditou que ainda era possível virar o jogo, tal como os nossos adeptos, que foram incansáveis no apoio. No entanto, cometemos 2 faltas evitáveis no meio campo adversário e 6 falta. Se sofrêssemos o 1-4, o jogo acabava. Mas o Rui foi enorme na baliza e defende.
Poucos minutos depois fazemos o 2-3 de modo similar ao 1º, com o Van Damme finalmente a conseguir marcar. O ruído no pavilhão aumentava e empurrava a equipa para a frente. A 4min do final fazemos o empate pelo Gabriel, com a ajuda de uma adversário que desvia para a baliza. Era a loucura no pavilhão. O público gritava “Só mais um, só mais um”, acreditando que era possível.
No entanto, o desgaste físico e emocional era muito grande. Na busca no resultado, optei por efectuar a rotação de 5/6 jogadores de campo. O adversário mais fresco, pois passou toda a 2ª parte em cima da área, subiu em busca da vitória mas aí os jogadores foram enormes mais uma vez, com o Rui a fechar a baliza e os restantes a controlar a bola e aliviar para onde fosse preciso.
Final do jogo, onde conquistámos um ponto que viria a mostrar-se precioso, jogo em que não deveríamos ter sofrido tanto e onde poderíamos ter vencido confortavelmente.
No entanto, depois de tudo o que passámos durante os 60min, estava feliz e orgulhoso pelos que os jogadores conseguiram alcançar. Foi a prova a um dos elogios que já muitos nos fizeram, que somos uma equipa que nunca desiste de lutar.
Queria agradecer ao grande público que esteve no pavilhão, pelo apoio incansável que deu aos jogadores, empurrando-os para cima quando podiam ter caído por terra. Tanto que um jogador adversário admirado me perguntou se era sempre assim e nos deu os parabéns. Um muito obrigado.
Infelizmente, continuam a acontecer atitudes que me deixam muito triste e revoltado. Ver jogadores amuados no final do jogo porque não jogam o tempo que entendem que devem jogar, em vez de estarem contentes pelo esforço, sacrifício e trabalho que eles próprios e os colegas tinham feito, deixa-me desgostoso pois são atitudes que não compreendo e não aceito. Tamanho egoísmo não posso aceitar. É sempre o eu primeiro do que o nós.
PS.
Com a derrota do Alto da Eira frente ao Belenenses, os 27 pontos amealhados até agora garantem a manutenção, o objectivo definido para a época. Portanto, na próxima época a equipa de juvenis do UDC FORTE vai estar pela 4ª vez consecutiva na 1ª Divisão. Missão cumprida.
Agora em nome pessoal.
Queria agradecer a todos os jogadores que fazem e fizeram parte do plantel pelo contributo que cada um deu para o concretizar do objectivo, por mais pequeno que seja, pois todos foram fundamentais. Este feito é deles.
Queria agradecer aos verdadeiros adeptos que sempre nos apoiaram nas vitórias mas principalmente nas derrotas, pois é quando estamos em baixo que mais precisamos do seu apoio. A esses o meu sincero e sentido obrigado.
Queria também agradecer aos supostos adeptos, com permanência assídua aos jogos e treinos, que me brindaram, durante a época, a mim e à minha família na bancada com frases como “este gajo destrói uma equipa”, “assim vão descer de divisão”, “não se vê treinarem uma jogada” e incentivos similares. O que fizemos neste jogo, por exemplo, foi apenas fruto do acaso.
A eles dedico-lhes a permanência, pois foi o apoio destes supostos adeptos que, no jogo com o ACC onde fomos miseravelmente prejudicados pelo senhor do apito não aplaudiram os jogadores, me deram ainda mais força para trabalhar até ao final da época.
Assim, para o ano, quando sentarem o rabinho na bancada para assistirem a jogos da 1ª divisão de juvenis e continuarem a prestar o excelente serviço que prestaram este ano, vão devê-lo em parte a mim.
Volto a propor, tal como fiz após o jogo com o ACC, que como percebem tanto de futsal, saiam da bancada e passem para o outro lado do pavilhão, prejudicando tempo com as suas famílias, suportando custos com transportes de jogadores e dando horas aos filhos de outros em detrimento dos próprios filhos. Aí vão saber o que custa estar do outro lado do pavilhão. O lugar continua disponível.
Luís Pinho
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